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Caminhos do Vinho

Os roteiros especiais Caminhos do Vinho foram elaborados pensando em quem é apaixonado tanto por viajar quanto por vinhos. Nas viagens será apresentado o processo produtivo em meio aos tanques de vinho em cada país, os costumes, passando por adegas, vinhedos, restaurantes e empreendimentos rurais em geral. Estão incluídas degustações. Há roteiros para Argentina, Chile, Portugal, França, Espanha, Itália, Estados Unidos e África do Sul. Saiba mais sobre as características dos vinhos de cada país abaixo e confira abaixo alguns dos pacotes disponíveis para cada um deles:

ARGENTINA
A produção vinícola da Argentina tem subido muito nos últimos anos, conquistando altas posições no ranking mundial. Durante um longo período a qualidade dos seus vinhos foi suplantada pela quantidade de produção, mas isso não impediu que hoje alguns dos vinhos mais renomados do mundo sejam argentinos. De 2 mil hectares de videiras cultivadas em 1873, a Argentina passou para 2010 mil hectares em 1990 – um salto substancial em um século. Atualmente, o país se destaca pelo cultivo em grande escala de uvas nobres de origem europeia e pelas técnicas de produção. O mapa vitivinícola do país compreende uma vasta faixa a oeste do território, situada de norte a sul, desde os 22 até os 42 graus de latitude. Nela existe uma superfície cultivada de mais de 217.750 hectares. A região vinícola mais tradicional do país é Mendoza, no oeste, cujas primeiras videiras foram plantadas em 1534. De lá sai mais da metade dos vinhos nacionais. Próxima à Cordilheira dos Andes, a região tem uma grande variedade de altitude, o que faz com que haja vasta variedade de microclimas e, consequentemente, de vinhos. Outras regiões vinícolas importantes no país são San Juan, La Rioja, Salta e Patagônia. Embora anos atrás consumisse a maior parte do vinho que produzia, a produção da Argentina hoje é bastante ligada à exportação e já chegou a três milhões de caixas por ano. Suas principal uva cultivada é a tinta Malbec (originalmente francesa), de cor intensa e aroma característico, que produz um vinho aveludado e saboroso, com concentração de amora e ameixa. Depois há as tintas a Tempranillo, espanhola, e a Cabernet Sauvignon, francesa, que produz vinho seco. Já a uva branca Torrontés é considerada a única autóctone do país. Uma das mais cultivadas no território argentino, produz um vinho fresco, leve e com nível de acidez balanceado – além de vinhos doces, com sabores de frutas tropicais e espumantes. A Sauvignon Blanc, de regiões mais frias, gera vinhos com aromas de eucaliptos e maçãs verdes. Outras uvas são: Bonarda, Cabernet Franc, Petit Verdot, Pinot Noir, Syrah (tintas) e Chardonnay, Chenin Blanc, Viognier, Moscato Bianco, Tocai, Moscatel, Pedro Ximenez e Riesling (brancas).

CHILE
Grande produtor de vinhos, o Chile é de onde vêm 40% dos vinhos consumidos no Brasil. Com geografia privilegiada, é possível produzir em quase toda a extensão do país, de norte a sul. São três as principais regiões vitivinícolas: a Costa, com influência do Oceano Pacífico, que faz com que as uvas amadureçam mais lentamente e gera vinhos mais frescos, como os brancos feitos da uva Sauvignon Blanc; a Andes, cujo segredo da qualidade é a altitude, pois quanto mais alto, mais frio, o que produz vinhos tintos mais elegantes; e a Entre Cordilheiras, com menos influência do mar e dos Andes, é a região dos tintos mais frutados e potentes. O fato de o país ser protegido de um lado pelo oceano e de outro pela cordilheira também o previne de pragas como a Phylloxera, que destruiu vinhedos por todo o mundo em meados do século XIX. O país trabalha com grande diversidade de uvas, sendo que sua emblemática é a Carménère, descoberta após ser considerada extinta depois da devastação causada pela Phylloxera. Além desta, destacam-se Cabernet Sauvignon e Chardonnay. Os vinhos brancos do Chile, especialmente feitos com a Sauvignon Blanc e a Chardonnay, cresceram em qualidade e personalidade, mas têm geralmente maior teor alcoólico. Outras variedades que estão crescendo no país são as tintas Merlot, Syrah e Pinot Noir.

PORTUGAL
Portugal é o país das uvas autóctones. É famoso pela variedade de vinhos que possui e principalmente pelo vinho do Porto, obra-prima do país, na região do Douro. Os vinhos do Porto são fortificados com aguardente, são naturalmente mais doces e têm maior teor alcoólico. Portugal tem nada menos que 285 castas nativas, e cada vinícola se encarrega de fazer a mistura de castas para desenvolver a complexidade de seus vinhos. Há produções com mais de 30 castas.  Já Régua é o centro dos produtores da primeira região vinícola demarcada do mundo, o Alto Douro, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Também na Régua acontecem as famosas feiras do vinho. Outra região vitivinícola que se destaca no país é o Alentejo, com vistas para extensas planícies de vinhedos, interrompidas apenas por pequenos montes. Entre as uvas mais importantes do país estão as tintas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz (também chamada Aragonez, no sul de Portugal, e Tempranillo, na Espanha), Tinta Barroca, Tinto Cão, Baga, Castelão e Trincadeira. Entre as brancas, Alvarinho, Loureiro, Arinto, Encruzado, Bical, Fernão Pires, Moscatel e Malvasia Fina. Outra curiosidade são os nomes dados a tantos tipos de uvas, que são escolhidos de acordo com a região. Estima-se que em Portugal são cultivadas, entre nativas e estrangeiras, 166 castas tintas e 152 castas brancas.

FRANÇA
Quando se fala em vinho, a França é um dos primeiros países que vêm à mente, com tradição internacionalmente conhecida. Destino obrigatório para amantes da enologia, o país é líder da produção de vinho mundial. A região mais célebre é Bordeaux, de onde vêm os grandes vinhos excepcionais da França, os conhecidos Châteaux do Médoc, tintos potentes, saborosos e muitos excepcionalmente caros. Já a região da Borgonha tem 82% do seu cultivo de Pinot Noir e Chardonnay , com vinhos mais leves e classudos. Assim são também os da Alsácia e do Vale do Loire, referências em vinho branco. Há ainda o Rhône, área onde é mais encontrada a uva tinta Syrah, e o sudoeste francês é a terra da Malbec, hoje uva emblemática da Argentina, e também o berço da Tannat, atualmente a principal do Uruguai. A Provence, que gera bons tintos e rosés, encontra-se em abundância no sudeste. Para conhecer bem os vinhos franceses, é necessário provar exemplares de todas as regiões, pois a variedade climática e geográfica permite diversos tipos de “torrois” para a produção de vinho neste país que é referência mundial na excelência vinícola. Como se não bastasse, a França ainda é dona da região Champagné, de onde saem os espumantes mais famosos do mundo.

ESPANHA
A Espanha é o dona da maior área cultivada de vinhedos do mundo, mais de 1,1 milhão de hectares, e é o terceiro maior produtor, atrás de França e Itália, ocupando mais de 80% da Península Ibérica. Geralmente os vinhos espanhóis são mais alcoólicos do que os franceses e italianos, especialmente por causa da Tempranillo, uva emblemática do país e responsável por muitos rótulos espanhóis, que vem de regiões com alta insolação durante o dia e frio intenso à noite, como o norte e o centro da Espanha, o que gera níveis alcoólicos mais altos e mais acidez. Porém, tendência ultimamente é a de produzir vinhos menos potentes. Grande parte do território espanhol fica em um planalto central chamado meseta, a uma altitude de 600m a 1.000m sobre o nível do mar e rodeado de montanhas. Nas regiões litorâneas é mais fresco e úmido; nas partes continentais, os verões são mais frios e os invernos rigorosos. Essa variedade climática do país faz com que haja diferentes perfis de vinhos. Uma forma de classificação dos vinhos se dá pelo tempo deles na madeira, já que as barricas de carvalho são muito utilizadas na sua produção: o Joven, com pouco envelhecimento, é um vinho mais fresco e frutado; o Crianza é envelhecido dois anos, sendo um deles na barrica de carvalho, no caso dos tintos, ou 6 meses, no caso dos brancos ou rosés; o Reserva, envelhecido 3 anos no caso do tinto e 2 no caso do branco, também ficando 1 ano ou 6 meses na barrica, dependendo da cor; e o Gran Reserva, com 5 anos de envelhecimento no caso dos tintos ou 4 no dos brancos, tem tempo dentro da barrica de 6 meses até 2 anos. Dos anos 1990 para cá o país tem sofrido as maiores transformações de todos os seus séculos de história na indústria vitivinícola – o início dela remonta aos anos 4.000 ou 3.000 a.C. –, tanto em relação ao campo quanto à regulamentação, hoje contando com denominações equivalentes às dos grandes produtores de vinhos da Europa. Algumas das principais regiões são: Rioja, subdividida em Rioja Alavesa, Rioja Alta e Rioja Baja; Navarra e Aragão, no norte da Península Ibérica, conhecida por seus potentes vinhos rosados e pelos vinhos parecidos com os de Rioja, porém mais jovens e baratos; Castela-Leão, que onde ficam as famosas províncias vitivinicultoras Ribera del Duero, de vinhos elegantes e de maior qualidade devido à altura das vinícolas (é lá que se faz o Vega Sicilia), Bierzo e Toro; e Catalunha, que abriga 10 das 53 denominações de origem do país e é responsável pela Cavas, muito apreciada no Brasil.

ITÁLIA
É o segundo país que mais produz vinhos no globo, competindo fortemente com a França e inclusive tendo tomado o seu posto de nº 1 em 2013. O vinho é especialmente valorizado na Itália por ser a melhor companhia a um prato italiano, em um país famosíssimo mundialmente pela sua gastronomia. A variedade de uvas locais é muito rica, contando com 350 uvas viníferas italianas distribuídas por todas as regiões da “Grande Bota”, que conta com mais de 1 milhão de acres de vinhedos. Com território formado por colinas e montanhas, produzem-se desde vinhos muito elegantes até variações para o dia a dia. As principais uvas são Sangiovese, da Toscana, e Trebbiano, da região Abruzzo, na Itália Central. A regão nordeste é conhecida por seus vinhos brancos. De lá saem vinhos frescos, límpidos, relativamente neutros, leves ou encorpados, aromáticos e até levemente ásperos. Já a região noroeste é conhecida pelos seus tintos, como os da uva Nebbiolo, que dá vinhos poderosos e com grande estrutura, nem sempre apreciados por todos os paladares, ou a uva Barbera, também ácida mas mais frutada e acessível. Na Toscana e na Itália Central, a Sangiovese possui um sabor típico de cereja e ervas aromáticas, e o Trebbiano d’Abruzzo já recebeu inúmeros prêmeios na Itália, embora ainda seja pouco conhecido internacionalmente. E o sul da Itália é ainda jovem na produção de vinhos, mas tem potencial. Atualmente a região Puglia produz vinhos menos fortes e mais agradáveis, como Negro Amaro e Primitivo di Manduria, mas Taurasi e Aglianico são vinhos nobres e comparáveis aos vinhos da Toscana e do norte. Os vinhos da Sicília são famosos pelos seus brancos, como os da casta Catarratto. Há também tintos encorpados e com aroma de amoreira.

ESTADOS UNIDOS
Apesar de nem sempre a fama dos EUA passar pela produção vinícola, é o quarto país do mundo que mais faz vinho, com destaque para o estado da Califórnia, de onde vem 90% do vinho do país. Os EUA são também o primeiro país do mundo no ranking do consumo de vinho, superando a França. Cabernet Sauvignon e Chardonnay são duas das uvas mais cultivadas no país.

ÁFRICA DO SUL
A África do sul é famosa por seus Chenin Blanc, além de ser a maior produtora de brandy do mundo. Além da que lhe confere fama, outra uva importante do país é a Colombard.